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Flexibilidade que Define o Setor do IT

Evolução do Trabalho Remoto no Setor de TI em Portugal

No setor das Tecnologias de Informação (TI), o trabalho remoto não é uma tendência recente. Para muitos profissionais de TI em Portugal, esta forma de trabalhar já fazia parte da realidade antes da pandemia, sobretudo em funções com forte componente técnica e ligação a projetos internacionais, contudo o período da pandemia veio acelerar decisões e globalizar este novo modelo de trabalho.  

Desde cedo, a área de TI destacou-se pela flexibilidade, nomeadamente pela existência de equipas distribuídas, colaboração à distância e trabalho assíncrono, sendo aspetos relativamente comuns em áreas como, por exemplo, de desenvolvimento de software, Cloud, infraestrutura, entre outras. Estas formas flexíveis de trabalhar permitiram às empresas fazer face à escassez de talento e, do lado dos profissionais, estarem integrados em projetos interessantes e desafiantes, independentemente da localização em que se encontram.   

Assim, o trabalho remoto permitiu reduzir barreiras geográficas, promover a descentralização do talento e criar oportunidades para profissionais fora dos grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, reforçou a atratividade do mercado português junto de empresas internacionais, uma vez que passaram a integrar profissionais locais em equipas e contextos globais.  

Do ponto de vista do mercado de trabalho, a existência de um modelo remoto e flexível tem um impacto evidente nas expetativas dos candidatos, deixando, numa fase inicial deste processo, de ser visto pelos próprios como um benefício diferenciador e ser encarado como parte integrante das condições oferecidas. Este é um modelo de trabalho que continua a ser imprescindível para algumas áreas do setor, sendo, de uma forma geral, fundamental que as empresas tenham políticas de trabalho flexíveis e que promovam a autonomia, tratando-se de aspetos decisivos aquando da escolha de novos projetos e entidades empregadoras.  

Atualmente, e devido a todas as mudanças que têm existido no mercado de TI a nível global, o modelo de trabalho híbrido é o mais comum no mercado português, permitindo assim conciliar aspetos fundamentais para os candidatos, nomeadamente a flexibilidade, equilíbrio entre vida laboral e familiar, existindo também a colaboração presencial com diferentes colegas. Ainda assim, continuamos a verificar que o modelo de trabalho totalmente remoto continua a ser um fator crítico para a atração e retenção de perfis mais especializados, sendo necessário existir alinhamento com a maturidade do setor e as dinâmicas de um mercado bastante competitivo e global.  

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